Daniel Zen desafia Gladson: “Quer vender o Depasa? Se ganharmos, devolve pra prefeitura que a gente mostra como cuidar!”

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Da assessoria

Em conversa no Sindicato dos Urbanitários, nesta quinta-feira, 1, o candidato a prefeito de Rio Branco, pelo Partido dos Trabalhadores, deputado Daniel Zen, e seu candidato a vice, Cláudio Ezequiel, debateram os problemas de abastecimento de água, saneamento nos bairros de Rio Branco e a privatização do Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa).

Zen ouviu, de representantes do Sindicato, que a classe teme a privatização que vem sendo defendida pelo governador. O governador Gladson Cameli declarou nesta semana, inclusive, que se aparecer comprador, vende o Depasa na mesma hora.

A declaração do governador foi recebida com muita preocupação pela classe, que apontou, durante a conversa, a falta de gestão como causa dos problemas de água e esgoto, que vem afligindo a população de Rio Branco.

“Nós estamos sofrendo, o povo está sofrendo, e falam em privatizar! Se isso acontecer quem vai sofrer são os mais pobres, que não terão condição de pagar a conta de água. O problema todo é gestão, dizem que somos um câncer pro governo, mas essa gestão é que é um câncer para nossa empresa”, disse Mauricélio França, Diretor dos Urbanitários e funcionário do Depasa. Joana Diniz, candidata a vereadora pelo Psol, defendeu a tese de que o sistema pode ser sustentável e deixou bem claro a posição da classe: “Somos contra a privatização.”

Zen, que tem se posicionado frequentemente na Assembleia Legislativa sobre o sucateamento do serviço de água e saneamento, foi bem claro durante a reunião com os urbanitários, lançando um desafio ao governador Gladson: “Na prefeitura, eu vou pedir que a gestão do Depasa volte para o município. O governador quer vender? Devolve que a gente recebe de braços abertos, cuida com carinho e resolve o problema com boa gestão. A gente te mostrar como cuidar”.

O candidato afirmou ainda que “se acertarmos na gestão podemos ter um serviço de qualidade, auto sustentável, podendo gerar lucro para o município. Com isso, poderemos fazer investimentos em outras áreas, como educação e saúde”, declarou.

Cláudio Ezequiel reforçou: “A decisão que tomamos é a de que, se formos eleitos, queremos assumir novamente o Depasa. Confiamos nos trabalhadores e na empresa e sabemos que, com uma boa gestão e parceria, podemos mudar essa situação de abandono”.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, agradeceu a vista e comentou o encontro: “Agradeço a vinda do Daniel e do Cláudio. Ficamos muito contentes com a posição deles, são ideias semelhantes às nossas. Eles firmaram aqui o compromisso de lutar contra à privatização e se mostraram a favor de remunicipalização do serviço, para melhorar a gestão que, infelizmente, está abandonada pelo governo”.

Durante a reunião, Zen ainda levantou uma questão a respeito da relação do governo do Acre com empresas manauras: “Não sou contra toda e qualquer privatização. Mas privatizar serviços essenciais é entregar patrimônio público para enriquecimento de grupos específicos. Nesse caso, não por coincidência, empresas de Manaus!”

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →