Temendo perder emprego, secretários de Gladson tratam de declarar apoio a Socorro Neri

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O jogo é bruto e ficar desempregado em tempo de pandemia é de morte.

Já temendo a caneta do governador Gladson Cameli, secretários de Estado trataram de declarar apoio à prefeita Socorro Neri (PSB).

A fila foi puxada pelo ex-comunista Moisés Diniz, que trocou a bandeira vermelha da foice e o martelo pelo cargo de secretário adjunto de Educação.

Diniz jogou toda a história na esquerda e embarcou o Progressistas, que também foi a Arena da ditadura militar e do controverso Paulo Maluf.

O ex-comunista já anunciou que irá se afastar do Progressistas, cujo candidato a prefeito em Rio Branco é Tião Bocalom, para entrar na campanha da candidata apoiada por Gladson.

Outra que aparentemente defender o emprego é a omissa secretaria de Turismo e Empreendedorismo, Eliane Sinhasique.

Curiosamente, a Pequena, como é conhecida, foi aposta do MDB na disputa para a prefeitura em 2016, quando foi derrotada pelo petista Marcus Alexandre.

Em tese, Sinhasique deveria apoiar o colega de partido Roberto Duarte, de quem é primeira suplente.

Mas não quer trocar o certo pelo duvidoso

Assim como Sinhasique e Moisés, outros ocupantes de cargos deverão fazer declarações semelhantes nos próximos dias.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →