PCdoB declara apoio à chapa PT-PSOL e fala em recomeço de sonhos e ideias

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O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) se reuniu no final da manhã desta sexta-feira (17) para oficializar o apoio às candidaturas de Daniel Zen (PT) e Cláudio Ezequiel (PSOL), prefeito e vice, respectivamente, de Rio Branco nas eleições de novembro. O evento contou com a presença dos candidatos e lideranças do PT e do PSOL.

O presidente do PCdoB municipal, Marcio Batista, disse que o partido entra “de corpo e alma” na campanha de Zen e Ezequiel, “como um jovem que fala de amor a uma moça no portão. É com essa perspectiva com a qual, nós vamos no colocar no processo, porque aqui as histórias de vida, de dedicação de militância é que nos autoriza para que estejamos juntos”, pontua.

Já o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), uma das maiores lideranças da sigla no Acre e líder da oposição na Assembleia, falou diretamente aos candidatos. Disse que “a trajetória de crescimento vai se multiplicar, porque nós temos um déficit de apoio a tua candidatura e nós vamos recuperar esse déficit como o nosso compromisso militante a partir de hoje à tua campanha. Você vai ser a surpresa dessas eleições junto com o nosso nobre Ezequiel”.

Outro que falou durante o encontro foi o presidente do Partido dos Trabalhadores, Cesário Braga. Ele destacou que havia um programa em execução na Prefeitura de Rio Branco, mas no momento em que o ex-prefeito Marcus Alexandre deixou a administração, este foi abandonado por Socorro Neri (PSB).

“Diante desse abandono, nós não tínhamos outro caminho que não fosse reapresenta-lo e pensando num processo de aperfeiçoá-lo, apontando pra frente”, disse Cesário.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC) também fez uso da palavra. Falou dos desafios que o Acre e o Brasil têm pela frente no combate as políticas de conservadorismo na política. Ela destacou que o Brasil vive um momento delicado na política.

Ao falar da candidatura e do apoio do PCdoB à sua candidatura, Daniel Zen frisou que “quem saiu, embora isso possa parecer um paradoxo é quem permaneceu lá” ao se referir á prefeita Socorro Neri (PSB). “Porque se permaneceu lá, se permitiu sequestrar por um pensamento distinto do pensamento que foi defendido em campanha e que lhe garantiu os votos necessários à chapa que foi vitoriosa em 2016”.

O presidente do PCdoB Estadual, Eduardo Farias, disse que este é “um momento de recomeço. Eu estou muito esperançoso porque onde a gente anda, por todos os lugares, ouvimos: do jeito que está aí, não está bom”.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →