Ex-comunistas Zequinha e Henrique podem ter Gladson, Petecão e Jorge Viana no palanque

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As eleições municipais  deste ano colocarão no mesmo palanque adversários históricos no âmbitos estadual e nacional.

Isso porque a formação de chapas para disputar as 22 duas prefeituras acreanas tem se tornado um verdadeiro samba do criolo doido.

Questões paroquiais se sobrepõem às de cunho de maior relevância.

Mesmo assim, difícil para um cidadão comum compreender como um mesmo palanque pode comportar o peso de personalidades opostas nos campos político e ideológico.

Essa salada fica mais aparente em Rio Branco, maior cidade do Acre, onde o governador Gladson Cameli virou as costas para os seus tradicionais aliados e decidiu apoiar a eleição da prefeita Socorro Neri.

Digo eleição porque a prefeita não foi eleita para o cargo que ocupa.

Ela herdou o mandato do petista Marcus Alexandre, que se desincompatibilizou do cargo para disputar o governo do Estado.

Será a primeira vez que, pelo crivo do voto, Socorro Neri poderá ser eleita ou não. 

Se em Rio Branco a situação está confusa, nos demais municípios a mistura é ainda mais heterogênea.

A partir do dia 16, quando as convenções forem finalizadas, será possível verificar os monstros ideológicos que foram paridos.

O fim da Frente Popular do Acre obrigou os partidos a procurarem novos caminhos, a fazerem rearranjos.

É tempo de menos ideologia para poder sobreviver, o que enfraquece a democracia e a politização.

Nesses rearranjos e alianças poucos prováveis em outros tempos, vale mencionar Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do Acre.

Nesta quarta-feira, Gladson Cameli anunciou que irá marchar com a chapa formada por Zequinha Lima e Henrique Afonso. 

Zequinha é do Progressistas. Henrique é filiado ao PSD, cuja maior liderança é o senador Sérgio Petecão.

Os candidatos contarão com o apoio do PT, partido do ex-governador Jorge Viana.

Nessas coisas e viradas que só os movimentos da políticas podem explicar, Zequinha e Henrique, que começaram a trajetória política no PC do B, poderão ter no mesmo palanque Gladson Cameli, Sérgio Petecão e Jorge Viana.

São os tempos em que vivemos…

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →