Medo de perder faz adversários de Mazinho Serafim se juntarem em Sena Madureira

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Historicamente, as eleições municipais em Sena Madureira são marcadas por disputar acirradas, com militantes e candidatos disputando voto a voto e, como se diz no jargão dos campos de pelada, “do pescoço para baixo é canela”.

Este ano não será diferente.

O processo iniciou com a apresentação de várias pré-candidaturas a prefeito, mas se afunilou para ter apenas duas competitivas.

Uma, obviamente, é do prefeito Mazinho Serafim (MDB). A outra é a do líder do governador na Assembleia Legislativa, Gehlen Diniz (Progressistas).

Dono de um estilo forte de administrar, Mazinho Serafim vem conseguindo fazer uma administração que colocou as contas públicas em ordem e executou obras que lhe credenciam um segundo mandato.

Mazinho trabalha com pesquisas. Tem levantamentos internos que lhe asseguram confortável margem sobre os seus adversários. Talvez seja essa folga que tenha despertado ataques contra a sua administração.

Consultado sobre os ataques e as denúncias, o prefeito respondeu: “Estão desesperados. Irão me atacar mais. Eu responderei com muito trabalho, pois o que sei é trabalhar”.

O desempenho do prefeito é aprovado pela maioria da população. Isso é o que aponta os levantamentos internos. Somente isso justifica a junção de forças do seus adversários em torno de um candidato que, em tese, teria apoio do governador Gladson Cameli.

As demais candidaturas foram retiradas, num recuou que não tem outra explicação que não seja o receio de serem derrotadas.

Gehlen Diniz nunca escondeu que a sua real pretensão era concorrer à prefeitura. Deixou as coisas fluirem para se colocar como polo aglutinador no momento certo.

Diniz terá como vice a ex-prefeita tucana Toinha Vieira. Também contará com o apoio da presidente estadual do PTB, Charlene Lima, que recentemente foi presa sob a acusação de tenta subornar servidor público federal.

As eleições em Sena Madureira este ano prometem.

Mazinho Serafim que se cuide. Segundo informações, o jogo será bruto. Há uma orquestração para lhe tirarem da prefeitura, que conta até com lideranças do seu partido.

E gente desesperada é capaz de tudo.

CORTES DO ESPINHOSO ?>
O enigma do eleitorado acreano: por que os candidatos de esquerda hesitam em se associar a Lula no Acre? Por Portal do Rosas | Rio Branco, AC As recentes pesquisas eleitorais divulgadas no Acre trouxeram dados intrigantes sobre as intenções de voto no estado, tanto para o Senado Federal quanto para a Presidência da República [00:22]. No entanto, mais do que os números brutos, o cenário traz à tona um paradoxo político: a timidez dos candidatos da oposição de esquerda em se assumirem abertamente como os nomes apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado [01:48]. A força da direita e o espaço para a oposição No cenário de primeiro e segundo turno para o Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro lidera com folga as intenções de voto no Acre, registrando até 57% no segundo turno e entre 39% e 52% no primeiro [01:11]. Do outro lado, o presidente Lula aparece com cerca de 25% a 30% da preferência dos eleitores acreanos [01:23]. Embora o eleitorado conservador represente a maioria no estado, uma fatia expressiva — perto de um terço do eleitorado — manifesta apoio direto ao atual presidente [01:38]. Trata-se de uma base sólida de votos que, teoricamente, seria um ativo valioso para qualquer campanha majoritária de oposição na região [01:48]. A estratégia do rótulo e o dilema dos candidatos De um lado do espectro político, alianças são ostentadas abertamente. O senador Márcio Bittar, que figura bem colocado nas intenções para o Senado [00:47], faz questão de se posicionar de forma contundente como o “candidato de Jair Bolsonaro” no Acre [02:18]. Em contrapartida, observa-se uma postura bem mais cautelosa entre os nomes que disputam o campo progressista ou majoritário de esquerda no estado, como Jorge Viana [00:59]. Há uma visível relutância ou timidez em colar a própria imagem à do presidente Lula na tentativa de captar votos de eleitores indecisos ou de centro [02:50]. Uma aposta arriscada? Essa hesitação levanta questionamentos no meio político local [01:48]. Ao tentar agradar a todos os lados e ocultar alianças nacionais, os candidatos correm o risco de perder a identificação direta com o eleitorado que apoia o governo federal [03:09]. Em disputas acirradas, assumir um lado com clareza e construir uma base fiel pode ser mais eficiente do que se omitir. Afinal, para o eleitorado lulista do Acre, a falta de posicionamento explícito pode soar como insegurança ou desacordo [03:55]. Resta saber se, com a aproximação das eleições, os candidatos da esquerda acreana decidirão encarar o rótulo e ir para o debate de peito aberto [03:27].
23/07/2026 Ler mais →