
Não se deve dar corda em casa de enforcado.
Há duas semanas, a base do governo na Assembleia Legislativa (Aleac) enforcou-se perante os servidores públicos quando, protegida pela polícia, aprovou a Reforma da Previdência.
Esta semana, o governador Gladson Cameli mandou mais cordas para outro enforcamento: o Projeto de Lei que privatiza os serviços da saúde do Acre.
Foi demais.
A oposição, com atuação marcante dos deputados Edvaldo Magalhães, Daniel Zen e Jenilson Leite, cumpriu um papel fundamental para convencer sobre o risco que os deputados aliados corriam.
A pressão surtiu efeito. A base rachou. O governo ficou sem votos para aprovar o projeto.
O presidente da Aleac, Nicolau Júnior, retirou o projeto de lei da pauta.
O governo terá que fazer o que não gosta; dialogar para reapresentar o projeto em 2020.
