

No último fim de semana, toda a cúpula do PSDB foi à Sena Madureira com a finalidade de apresentar a ex-prefeita Toinha Vieira como pré-candidata a prefeita do município.
O ato também contou com as participações de outos integrantes de partidos que compõem a base do governador Gladson Cameli na Assembleia Legislativa, como o líder do governo Gehlen Diniz.
O que ocorre na terceira maior cidade do Estado é o retrato acabado do que acontece no governo. Diversos aliados do governador se juntaram com a finalidade de derrotar o prefeito Mazinho Serafim (MDB), que também tem aliança com Cameli.
Apresentada como gestora exemplar, Toinha Vieira já tentou retornar à prefeitura outras vezes, mas foi barrada pela escassez de voto.
A fim de de garantir tranquilidade à gestora, porém, o governador tratou de lhe acomodar em um cargo com o salário em torno de R$ 10 mil, na Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), que é presidida por um aliado do senador Marcio Bittar.
Teoricamente não há nenhum problema na nomeação. Afinal, o governador pode nomear o aliado e a aliada que quiser, desde que a pessoa justifique o salário por meio do trabalho.
Toinha Vieira, até que se prove o contrário, não está trabalhando. Ela deveria exercer a suas funções em Rio Branco, como chefe de Departamento, mas continua residindo no município.
Em Sena Madureira, a FEM não tem unidade para a senhora Vieira laborar. Há um museu, que está aguardando por reforma. Havia uma casa de leitura e uma biblioteca, que foram municipalizadas.
Em resumo, a pré-candidata pode ser funcionária fantasma.
Ela é do PSDB do Wherles Rocha. Os mais antigos sabem que as relações do vice-governador são antigas.
O caso Luziene Queiroz, que foi barbaramente assinada, quando inocentes foram obrigados a conversar o crime, ainda é lembrado por muita gente.
Sempre tão atento no cumprimento da lei, o Ministério Público tem mais uma dica para investigar o mau uso do dinheiro público.
