Reunião de Gladson com bancada federal vira lavagem pública de roupa suja

Reunião de Gladson com bancada federal vira lavagem pública de roupa suja

O que era para ser uma reunião para debater as questões do Acre, virou uma lavanderia on-line.

A reunião realizada na tarde desta quinta-feira, 4, entre o governador Gladson Cameli (PP) e os parlamentares da bancada federal serviu para lavar muita roupa suja.

Em vez de diálogos institucionais e republicanos, em meio a uma grave crise de saúde ocasionada pela pandemia da Covid-19, o que se viu foi muita desavença política.

E não, não foi a oposição responsável pelo triste episódio.

Os próprios parlamentares aliados de Cameli foram os que usaram o encontro colocar em público toda a sua insatisfação na relação com o governo.

Os desabafos ocorreram para quem quis assistir, já que a reunião aberta – parte presencial parte remota – pôde ser acompanhada por jornalistas.

Os reclames mais comuns foram: indisponibilidade dos secretários de Cameli de atenderem as demandas e até receberem os deputados, demora na execução de projetos cujos recursos estão garantidos por meio de emendas – e que podem voltar para os cofres da União – e dificuldades até de serem recebidos pelo próprio governador.

A lavagem de roupa começou com a Vanda Milani (Solidariedade) reclamando que não consegue falar com o governador.

Em seguida, veio deputado Alan Rick com as suas lamúrias.

O tom se elevou quando a tucana Mara Rocha pediu a palavra. Ela reclamou e nominou jornalistas, veículos da imprensa pelo tratamento com os parlamentes.

A irmã do vice-governador Wherles Rocha pecou abertamente que providências fossem tomadas contra os jornalistas citados, dentre ele o assessor do governador Altino Machado.

Segundo a parlamentar, o governo tem “alimentado” jornalistas em sua estrutura que ficam nas redes sociais atacando e desqualificando o trabalho da bancada em Brasília.

Coordenador da bancada e exposto recentemente na imprensa, o senador Sérgio Petecão (PSD) disse para o governador não se preocupa, pois não estaria pensando em candidatura ao governo.

Já Márcio Bittar, o membro da bancada com acesso direto a Jair Bolsonaro, não participou do encontro.

Sua ausência foi justificada por meio de carta lida por Petecão. Bittar provavelmente se encontra em Campo Grande.


Além da carta, Bittar enviou cópias de reportagens feitas por veículos patrocinamos pela mídia do governo “botando pra moer “ contra o senador.

Visivelmente acuado e constrangido, o governador disse que iria adotar as providências, mas trouxe o debate para a Covid-19.

“Poderá haver colapso sim por conta do aumento de casos, não vou tapar o sol com a peneira”, disse Gladson Cameli.

Pelo o que se viu, o colapso político na base do governo parece inevitável.

Leonildo Rosas

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