Rede de Proteção à Mulher traça estratégias para ampliar enfrentamento à violência doméstica na quarentena

Rede de Proteção à Mulher traça estratégias para ampliar enfrentamento à violência doméstica na quarentena

Em reunião virtual mais de 40 participantes representantes de diversas instituições públicas expuseram suas boas-práticas e desafios nesse momento de isolamento social


Nestes primeiros meses do ano, o Acre já registrou seis casos de feminicídios, informou o Corregedor-Geral da Polícia Civil do Estado, Thiago Fernandes, em reunião virtual da Rede de Proteção à Mulher, ocorrida na terça-feira, 28, com a presença de diversas instituições públicas.

O encontro realizado por videoconferência foi organizado pela Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Acre (COMSIV), com objetivo de unir os esforços de todos para ampliar a proteção da mulher, especialmente, nesse período de quarentena, onde a vítima acaba denunciando menos, por estar com o agressor em casa.

“Vivemos esse problema da violência. Por isso, é necessário intensificarmos o combate. Devemos permanecer com ações de conscientizações, para evitar que essa violência aconteça. É lamentável que isso ainda aconteça. O Poder Judiciário do Acre está de mãos dadas com todos para erradicar a violência, as nossas energias estão e estarão sempre voltadas no combate à violência contra mulher”, disse o desembargador-presidente do Tribunal de Justiça do Acre, Francisco Djalma ao iniciar a reunião.

Justiça, Ministério Público do Acre (MPAC), Defensoria Pública (DPAC), representantes das secretarias de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Assistência Social dos Direitos Humanos e de Políticas para Mulheres (SEASDHM), da Policia Civil (PCAC), da Patrulha Maria da Penha, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), assim como, a assessoria do Acre do Programa Justiça Presente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de pessoas ligadas a saúde, educação e servidores participaram do momento.

Para a desembargadora Eva Evangelista, coordenadora Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, o encontro foi uma oportunidade para os integrantes da Rede de Proteção somarem seus esforços, identificarem as deficiências e possibilidades de entrelaçarem as atividade, no intuito de enfrentar esse tipo de violência com mais intensidade durante essa crise de saúde pública.

“Esse foi um momento histórico, superamos as dificuldades impostas pela pandemia e mantemos o funcionamento da Rede de Proteção. O contato humano jamais será dispensado. Mas, usaremos a tecnologia para lidarmos com essa chaga que é a violência contra a mulher”, falou a decana da Corte da Justiça Acreana.

Leonildo Rosas

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