Energisa investe pesado na mídia e garante apagão de críticas ao preço abusivo e à qualidade do serviço prestado

Energisa investe pesado na mídia e garante apagão de críticas ao preço abusivo e à qualidade do serviço prestado

O acreano nunca pagou tão caro pela energia elétrica como agora. São os efeitos da privatização defendida pelo governador Gladson Cameli, quando era senador da República.

Os aumentos na conta de luz são constantes e impactam diretamente na economia familiar. É o reflexo da politica desenvolvida pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que teve 80% dos votos dos acreanos. 

Mesmo com os constantes aumentos e a prestação de um serviço precário, o que menos se ver ou se ouve são críticas sobre a empresa responsável pelo fornecimento de energia no Acre.

Como explicar uma situação dessas?

É fácil.

Desde que se instalou no Estado, comprando a Eletroacre pela bagatela de R$ 50 mil e demitindo funcionários, a Energisa descobriu a maneira mais fácil de calar qualquer possibilidade de críticas ou questionamentos: comprar a imprensa por meio de generosa verba publicitária. 

Por meio de gastos publicitários expressivos a empresa assegurou um verdadeiro apagão nas críticas. 

Com as contas energizadas, os meios de comunicação esqueceram os problemas sofridos e o alto custo pago pela população. 

Afinal, por que se preocupar com os mais necessitados, se há luz nas contas-correntes de quem deveria zelar pela boa informação?

A vida iluminada da Energisa no Acre, porém, precisou percorrer caminhos de escuridão. 

Antes provocar o apagão nos questionamentos, a empresa teve que passar por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa.

Presidida pelo deputado Daniel Zen  (PT), a CPI apresentou relatório fazendo diversas observações e proposituras. Pouco ou nada do que foi apresentado pelos parlamentares foi executado.

Neste fim de ano, os sites,  bem o como emissoras de rádio e televisão, publicam matérias fazendo elogios aos dois anos da Energisa no Acre.

Afirmam que a empresa investiu R$ 378 milhões, em dois anos, como se isso fosse muita coisa. 

Não é.

Esse é um valor irrisório para quem comprou uma empresa por apenas R$ 50 mil. 

É um valor risível, diante do que foi faturado ao longo desses dois anos de energia privatizada. 

As contas da Energisa estão iluminadas. 

Hoje, sem ter quem critique, a concessionária atua sem curto-circuito, faturando alto.

 As empresas de comunicação, por outro lado,  seguem sobrevivendo com as migalhas pagas pela concessionária, a fim de se manterem desplugadas da realidade vivida porque quem sofre, mensalmente, para não ter a sua energia interrompida por falta de pagamento.

Enquanto isso, milhares de acreanos e acreanas não arriscam a acender a luz do pisca-pisca natalino para não ter que arcar com as consequências de uma fatura exorbitante.  

Vida que segue. 

Leonildo Rosas

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