Alan Rick, Vanda Milani e Mara Rocha trocam voto na  presidência da Câmara pelo equivalente a 2,4 milhões de latas de leite condensado

Alan Rick, Vanda Milani e Mara Rocha trocam voto na presidência da Câmara pelo equivalente a 2,4 milhões de latas de leite condensado

Deputados acreanos terão a liberação de R$ 18,7 milhões em emendas, revela reportagem do Estadão

Para eleger o seu candidato à presidência da Câmara dos Deputado, o deputado alagoano Arthur Lira (PP), o presidente Jair Bolsonaro saiu às compras.

E não economizou com o dinheiro público.

Estima-se que Bolsonaro vai injetar algo em torno de R$ 3,8 bilhões para ter o controle na Câmara e no Senado.

Matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo revela com o governo está operando na cooptação de parlamentares.

Segundo a reportagem, os parlamentares estariam sendo contemplados com recursos extras do Ministério do Desenvolvimento Regional.

O Estadão teve acesso a uma planilha informal de distribuição de recursos.

“No total, 285 parlamentares puderam indicar o destino de R$ 3 bilhões para seus redutos eleitorais. Todas as autorizações e repasses da planilha foram feitas em dezembro, mês em que o governo intensificou as articulações para eleger seus candidatos”.

Dentre esses parlamentares estariam os acreanos Alan Rick (DEM), Mara Rocha (PSDB) e Vanda Milani (Solidariedade:.

Os tres deputados receberiam o total de R$ 18,7 milhões, o que equivale a 2,4 milhões de lata de leite condensado, ao preço unitário de R$ 6.

Segundo a planilha obtida pelo Estadão, Alan Rick receberia R$ 2 milhões, Mara Rocha R$ 13 milhões e Vanda Milani R$ 3,7 milhões.

Ainda segundo o Estadão, os parlamentares dizem que a liberação de recursos extras neste momento de campanha não está relacionada ao voto no Congresso, mas a acordos anteriores que visam atender necessidades legítimas de seus Estados.

Conforme revelou o Estadão, o governo despejou verbas não rastreáveis por mecanismos de transparência. Nesse modelo, não é possível identificar quem indicou o montante caso haja algum esquema de corrupção envolvendo determinada obra. Os ministérios fazem planilhas informais, que não são acessíveis às autoridades e à sociedade. É o contrário do que ocorre com as emendas parlamentares, onde é possível acompanhar desde a indicação do recurso até a execução da obra.

Na maioria desfaçatez, o deputado Alan Rick preferiu culpar o alinhamento do adversário de Arthur Lira, Baleia Rossi (MDB), com os partidos de esquerda para justificar o seu voto.

Declaração do acreano: ““É recurso do ano passado e não tem nada a ver com a votação. Não negociei votação. Saí do Republicanos porque queriam fazer bloco com o PT no Acre. Não vou assinar bloco com PT. Não pedi um centavo. Não tem nada a ver com a eleição da Câmara, mas com luta nossa”.

Veja a reportagem completa do Estadão aqui.

Leonildo Rosas

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