TV Espinhosa: Apoio fake de Gladson à Socorro faz prefeita caminhar a passos largos para Manacapuru

TV Espinhosa: Apoio fake de Gladson à Socorro faz prefeita caminhar a passos largos para Manacapuru

A pesquisa Ibope publicada pela TV Acre foi um balde de água fria para a turma do quarenta.

Como eu disse há cerca de uma semana, nem o personagem Ethan Hunt, interpretado por Tom Cruise, conseguiria cumprir essa missão impossível.

De forma melancólica, a prefeita Socorro Neri está colhendo o isolamento político que plantou.

Infelizmente, passada quase uma semana do primeiro turno, o que vemos é um deserto de proposta para Rio Branco e os rio-branquenses .

Nenhum dos dois candidatos disse, até agora, como pretende administrar a maior e mais problemática cidade do Acre, nos próximos quatro anos.

Em meio ao deserto, uma certeza: o pior dos dois oponentes é o primeiro colocado.

Tião Bocalom, que não matou a disputa no primeiro turno por poucos votos, vive no mundo da “Bocolândia.

Há quase vinte anos desconhece a palavra trabalhar.

Não podemos classificar a sua passagem meteórica pela Emater, onde foi empregado para não produzir, como trabalho.

Ele tornou-se um politico profissional, sempre jogando pedra nos adversários.

Caminha para mudar de posição e torna-se vidraça.

Bocalom é uma espécie de Rei Midas ao contrário.

Em tudo que ele colocou a mão, o fracasso foi o resultado, tanto no campo político quanto no empresarial.

Recentemente resgataram um artigo escrito pelo ex-deputado federal Nilson Mourão, que mostra a trajetória fracassada daquele se acha prefeito.

A Acrelândia, cantada em verso e prosa pelo afilhado político do senador Sérgio Petecão, é menor do que o Conjunto Manoel Julião.

Quem conhece Bocalom, não vota em Bocalom.

Analisando o desempenho dos adversários, sem sobra de dúvida, a atual prefeita é mais preparada e, no ponto de vista da gestão, mais confiável.

Mas isso não é suficiente na política.

Vemos que tanto Bocalom quanto Socorro não parecem interessados em apresentar propostas.

Bocalom não o faz provavelmente por não ter.

Como é favorito, está administrando vantagem.

Se não disse nada no primeiro turno, no segundo turno é que não fará mesmo.

A tendência é que continue pulando e saracoteando até o dia 29.

O favoritismo do homem da vaca mecânica atraiu, automaticamente, o apoio da maioria dos candidatos e partidos derrotados.

Ele nem precisaria dessa gente para permanecer favorito.

Acho, inclusive, que alguns apoiadores atrapalham.

Já a prefeita Socorro Neri e seus apoiadores limitam-se a dizer que a turma que foi apoiar o seu adversário simboliza o atraso, o retrocesso.

É a pura verdade.

Mas será que recusariam se o caminho dessa turma fosse o contrário?.

Não, claro que não!

Afinal, essa mesma turma apoiou e apoia o governador Gladson Cameli.

Gladson Cameli é o principal cabo eleitoral de Socorro Neri, pelo menos em tese.

Os políticos do retrocesso estão, de certa forma, do lado que a prefeita escolheu.

Só que ela entrou na casa, ou retorno ao antigo lar, sem ser convidada.

Vejo também pessoas criticando lideranças dos partidos progressistas por não orientarem voto em Socorro Neri.

São criticas sem cabimento.

A maiores dos eleitores de Daniel Zen, do PT, gostaria de votar em Socorro Neri, justamente por ela ser mais qualificada, por gostar de Rio Branco.

Eu, inclusive.

O problema é que ela recusou os votos dessa turma, quando decidiu expulsar os aliados que lhe deram o mandato, acreditando que a direita lhe aceitaria de braços abertos.

Errou feio.

Na palavra de Gladson Cameli não se acredita piamente.

A prefeita fez ataque sem prova contra uma liderança da estatura do ex-governador Jorge Viana.

Jorge Viana tem trinta anos na politica, foi o principal responsável por elevar a autoestima dos acreanos.

Jorge Viana tirou o Acre das páginas policiais na imprensa nacional para colocá-lo como destaque na boa gestão.

Nesse período não há um processo que atente contra a sua integridade moral.

É bom que se diga que não há atos desabonadores ou processos contra os também ex-governadores Binho Marques e Tião Viana.

Isso é raro em país marcado pelo desmoralização, judicicialização e bombardeio midiático contra a política e os políticos.

A acusação da prefeita foi, no mínimo, infeliz.

Deve-se muito ao fato de o governador praticamente ter abandonado o barco.

Gladson está de olho numa recomposição do seu governo.

Não irá brigar com os seus aliados e muito menos com o candidato do seu partido.

Pelo jeito, Socorro não tem a quem pedir socorro nesse momento.

Quanto às propostas para Rio Branco, essas ficaram em segundo plano.

Na última semana será a do vale tudo.

Está claro que Gladson Cameli é o criador do apoio político mais fake da história acreana.

Mas não adianta querer fugir da balsa: Gladson Cameli foi o maior derrotado nessa eleição.

Como tem a caneta na mão, pode ser recuperar.

O problema é encontrar quem ainda vai acreditar nele.

A prefeita é mais uma que descobriu o quanto um risco n’água vale.

Como diria o velho guerreiro Chacrinha: “Ela merece”.

Ultima curiosidade: Tião Bocalom tem 65% da intenção de votos.

Sessenta e cinco é o numero do PCdoB, partido expurgado da coligação de Socorro Neri por imposição do PDT, Gladson Cameli e do deputado Alan Rick, que sumiu.

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Leonildo Rosas

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